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Carmelo Romântico! Nas vinícolas do Uruguay

02/07/18

Oiêêê! Voltei a alguns dias de uma viagem maravilhosa para Carmelo no Uruguay. Fomos apenas eu e Caco, fomos comemorar 10 anos de casados e foi fantástico!

 

Onde fica Carmelo?

Bom, todo mundo conhece principalmente Punta del Este e Montevideu, no Uruguay, uns ou outros ainda já ouviram falar de Colonia del Sacramento. Carmelo fica na direção contrária de Punta, se tomarmos como referência Montevideu. Carmelo vai entrando no rio da Plata, adentrando o interior do país, 3 horas e meia de distância da capital.

 

Porque Carmelo?

Eu já tinha pesquisado sobre o destino algum tempo atrás, já vi algumas blogueiras de viagem que foram pra lá, e como eu já fui duas vezes e amei o interior do Uruguay, queria ir pra vinícolas no país. Sabia que não tinha vinhos muito prestigiado e que tinha um perfil bem interiorano, mas a gente queria algo assim, tranquilo, slow travel, food travel. Carmelo.

 

Itinerário

Saímos de Guarulhos num vôo bem cedo e chegamos em Montevideu às 10 da manhã. Alugamos um carro, esperávamos almoçar em Colonia del Sacramento, 40 minutos antes de Carmelo. Como Colônia é uma cidade na beira do rio, com restaurantes abertos,  e o dia estava ventando muuuuuito, tipo muuuuito mesmo, e a temperatura beirava os 10 graus, fomos direto pra Carmelo.

Sei que algumas pessoas vão de Montevidéu para Carmelo de ônibus, outros até vão pra Buenos Aires, lá pegam um taxi para o Catamarã, encaram 3 horas de viagem de catamarã até Colônia, e depois pegam o transfer de 40 minutos até Carmelo, mas eu acho que é tempo demais perdido.

 

Hotel

Nos hospedamos no Hyatt Carmelo Resort and Spa. Ele fica nas margens do rio da Plata. Os quartos são enormes, com opção de serem bangalôs ou apartamentos de 2 andares. Optamos por um bangalô, com uma cama maravilhooooosa, uma recepção perfeita com mini alfajores, tudo perfeitamente perfeito! Não tinha como ter escolhido lugar melhor. O café da manhã é incrível, e as refeições eram ótimas.

 

Dia 1

Chegamos no hotel por volta as 15:30 e fomos almoçar. Como a viagem tinha sido longa, voltamos pro quarto pra descansar e saímos um pouco depois pra conhecer um pouco mais o hotel. Chegamos em Carmelo exatamente no dia que completamos 10 anos de casados, por isso pedi na recepção para reservarem uma mesa no restaurante da vinícola Narbona.

O restaurante Narbona é lindamente decorado, com carinha de antigo, lindo lindo lindo. Li vários reviews na internet que reclamaram do atendimento e comida, que eu preciso concordar. A atendente parecia estar com pressa kkk e a comida não era tãaao boa, mas estávamos tão felizes comemorando nossa noite, que foi só um detalhe!

 

 

 

Dia 2

Tomamos um café espetacular no hotel.  Não gosto muito de yogurte, mas como li em vários blogs que o yogurte do hotel era espetacular, precisei provar, e era mesmo! ;D

Fizemos mais um tempinho lá no hotel e fomos fazer a degustação e conhecer a vinícola Narbona, que agendamos no próprio hotel para as 11 da manhã. O atendente foi igualmente apressado em mostrar a produção kkkk mas eu nem liguei, tirei foto de tudo! As terras da vinícola eram da família Narbona, que começou a produção em 1890 e seguiu até mais ou menos 1950 ( o atendente também falava o espanhol bem apressado, não consegui entender muita coisa kkk), as terras ficaram abandonadas e depois foram compradas pelo mesmo dono do hotel em 1970. De lá pra cá, nas terras foram construídas o hotel Hyatt, um condomínio de casas de veraneio (Carmelo é um destino de verão!), o porto Camacho e a vinícola com restaurante, que mantiveram o nome da família Narbona.

O passeio pela “casa” da familia Narbona é uma viagem no tempo, como dá pra ver no video. Tem os carros antigos, a contrução antiga, me pareceu muito as contruções antigas lá de São Gabriel da Palha, que também eram de italianos, enfim… me senti na fazenda do vovô Gustavo, que infelizmente não existe mais.

Enfim, o passeio é bacana, a degustação é bacana também, é numa salinha escura, onde era a antiga cava da família Narbona e é tudo lindo, vale muito a pena! Como a degustação era farta, nem almoçamos. 

 

 

 

Fizemos alguns passeios pela cidade, conhecemos Punta Gorda (que é só um mirante onde Charles Darwin passou rsrs), vimos onde ficavam algumas vinícolas e quando a gente menos esperava, era hora do nosso passeio de barco.

A gerente do nosso hotel indicou o passeio “sunset cruise”, feito pelo Puerto Camacho, o próprio hotel agendou o passeio, que saía as 4 horas da tarde. O barco é uma atração à parte, lindo e fofo, uma embarcação de 1930, super vintage e foi o primeiro barco do dono das terras do porto, ele ganhou quando tinha 17 anos. O passeio pelo rio é lindo e tranquilo, sempre fiz passeios no mar, que bate pra caramba, mas no rio foi perfeito, com uma playlist perfeita e no final com uma tábua de frios, cachaça uruguay e vinho branco, foi perfeito do início ao fim!

Chegamos ao hotel por volta das 19 horas e preferimos jantar no próprio hotel.

 

 

Dia 3

O hotel oferece bike pros hóspedes, e a propriedade do hotel é enorme e uma delícia pra dar uma voltinha. Depois do café reforçado, fomos dar aquela pedalada delícia e fomos até Puerto camacho, que deve ser uns 3 km de distância. O caminho é lindo até lá. Em Puerto Camacho fica o restaurante Basta Pedro e uma igrejinha, demos uma voltinha pelo porto e sentamos lá no restaurante e pedimos uma cervejinha (porque a gente ia fazer uma degustação de vinho mais tarde), fomos ficando e pedimos uma pizza. Depois que saímos de lá, lembrei que tinha lido em algum blog que a especialidade era os empanados, fiquei triste que não provei, mas saí de lá quase rolando de tão cheia kkk. O restaurante Basta Pedro é um “must go” de Carmelo.

Pra este dia, tínhamos agendado 2 degustações, no Campo Tinto e no El Legado. Como a gente foi ficando lá no Basta Pedro, e estava ótimo, decidimos ir só no El Legado.

 

Chegamos na El Legado e tinha um cachorrão “vigiando” quem entrava, sentava, comia, bebia kkkk. O El Legado carrega uma história bonita. Na década de 80, o dono da propriedade queria fazer sua própria vinícola, começou a trabalhar na vinícola mas ficou doente e faleceu. Sua esposa precisou vender parte da propriedade e arrendou outra. Em 2006, seu filho voltou a trabalhar na vinícola, comprou parte das terras vendidas e construiu a casa para produção e degustação. Hoje ele trabalha com seu filho, algo muito caseiro, fazem TUDO! Recebem, mostram a propriedade fazem a tábua de frios, contam a história … enfim, foi super gostoso a degustação lá no El Legado e um vinho muito bom também, principalmente porque tiramos do próprio barril, ADORAMOS! Nosso vinho favorito foi o blend deles, muito muito bom! Infelizmente a produção é muito pequena e eles não exportam.

A noite fomos jantar no restaurante Campo Tinto, era tão lindo e agradável, que fiquei morrendo de pena de não ter ido para degustação. Mas pelo menos fizemos nosso passeio slow travel que queríamos, tudo sem pressa e poucos compromissos, pra curtir e descansar.

 

 

Dia 4

a nossa ideia inicial era ter ficado o domingo todo por lá e ir embora somente na segunda, mas… as passagens segunda estavam caríssimas, tipo o tripo, e decidimos voltar no domingo mesmo.

Saímos cedo do hotel, umas 9:30 e fomos em direção a Colônia de Sacramento. Chegamos lá e a cidade estava hiper movimentada! É uma cidade turística, mas pela época do ano, esperava algo mais tranquilo, mas estava lotada de turistas! Como é uma cidade histórica, me lembrou muito Porto Seguro antigamente, aquelas construções, em cada esquina um restaurante… uma delícia! Depois de uma rodopiada pela cidade, passamos pela famosa Calle de los Suspiros (reza a lenda que era uma rua cheia de prostíbulos e quando os marinheiros chegavam de viagem e passavam por esta rua, passavam suspirando pelas moças que alí habitavam), almoçamos um lanche e fomos pra Montevideu pra pegar nosso vôo.

 

Mais dicas

Peguei a maioria das dicas das vinícolas neste blog, adorei, super completo e coisa boa precisa compartilhar, né?

 

Video

 

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beijos!

 

 

 

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