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Gael Nasceu: relato da terceira cesárea.

09/09/16

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Oi Gente, quase um ano depois, venho aqui contar como foi minha experiência com relação ao parto do Gael. Eu escrevi uma semana após o nascimento dele, mas não finalizei e esqueci no rascunho, agora encontrei, terminei e está aqui pra vocês, espero que gostem!

 

Olá pessoal!

Juro pra vocês que semana passada eu estava empolgadérrima pra fazer vários posts pro blog, estava dividindo os posts com o trabalho da loja aqui em casa. Estava inclusive editando o vídeo da mala de maternidade quando… estourou a bolsa, às 37 semanas, 7 de outubro ( aprevisão de nascimento era 24 de outubro).

Foi uma coisa tão, mas tão surpresa, que eu não tinha nem certeza mesmo que era a bolsa. Eu estava sentadinha trabalhando no computador, quando cruzei as pernas tipo indiozinho e saiu um líquido. me senti meio desconfortável porque saiu bastante, mas não tinha molhado a cadeira nem nada. Eu estava com um absorvente diário, e fui ao banheiro e estava ensopado. Troquei o absorvente e o líquido veio de novo. Meu coração bateu acelerado. Dois pensamentos vieram imediatamente à cabeça: Fiquei desesperada porque ainda estava de 37 semanas (não é considerado prematuro, mas o certo é a partir de 38) e fiquei pensando se aconteceu alguma coisa de ruim pra ele "querer nascer" e o meu outro pensamento era minha mala de maternidade que ainda não estava pronta.

Nos dias anteriores meu marido estava viajando por compromissos de trabalho, então fiquei 3 dias com as crianças sozinha e estava sem babá, trabalhando em casa (um caos!), e estava muito cansada pela barriga e pela demanda das crianças nos compromissos à tarde e na rotina da noite (janta, banho, dormir). Caco chegou de viagem na noite anterior, ainda deu tempo da gente bater um papo e ele colocou os meninos pra dormir. Na manhã que antecedeu o parto eu acordei cedo, tipo 5:00 e já acordei pensando que precisava tirar um cochilo a tarde pra recompor. Não deu tempo de fazer muita coisa: tomei café, um banho e sentei pra trabalhar. Nove e meia da manhã a bolsa rompeu. Como o líquido estava descendo pulsado (vinha um jato e parava e depois de novo) eu não tinha certeza que era a bolsa. No desespero (tipo, coração batendo acelerado e aquela onda de pânico), peguei a mala, fui tirando tudo do guarda roupa e jogando em cima da cama sem pensar muito na mala mega organizada que pensei em fazer, rsrsr.

Dez horas liguei pro médico e falei com a secretária que achava que a bolsa tinha rompido, aí ela mesmo me perguntou como era, eu disse que era pulsado e ela me falou que era a bolsa mesmo…kkkkkk, mas eu pedi pro Dr. Flávio me examinar. A primeira pessoa que eu queria avisar era minha mãe, porque ela estava em SP e iria decolar naquela manhã de volta pra Nanuque, queria avisar a ela antes da decolagem, mas acho que avisei uns 15 minutos depois dela ter decolado. Liguei pro Caco e na hora que eu falei com ele "a bolsa estourou" me lembrei que ele dizia que o sonho dele era ter a sensação do coração disparando ao ouvir que tinha bolsa estourada, aquela loucurinha que a gente imagina, não sabe se vai pra um lado ou pro outro, igual uma barata tonta kkkk. Ele ficou feliz mas precisava terminar umas coisas na loja antes de sair de lá de vez.

thumb_img_1253_1024selfie da bolsa estourada

 

Depois bateu o desespero sobre a noite das crianças. Quem ia ficar com elas? Desespero mesmo! Como eu quis entrar em trabalho de parto sabia que isso podia acontecer, mas tinha o agravante que minha mãe tinha acabado de sair de SP, não sabia se ia dar tempo de ir e voltar. Várias amigas se disponibilizaram a ficar com os meninos na casa delas caso isso acontecesse, porque eu não tenho parentes em SJC, mas na hora mesmo você fica pensando um tanto de coisa, tipo "o que eles vão pensar se eles sairem de casa pro irmão nascer?", fiquei muito confusa e desesperada, principalmente porque não tinha arranjado ninguém ainda pra me ajudar a cuidar das crianças. Na semana anterior, minha funcionária doméstica saiu de licensa saúde por 3 meses e a babá assumiu o serviço da casa e fiquei sem ajuda pra cuidar das crianças no final do dia e nos compromissos da tarde deles. A ideia foi pedir a doméstica pra ficar a noite com as crianças se minha mãe não chegasse a tempo, e graças a Deus ela topou, me deixou mais aliviada mas não completamente tranquila.

No horário combinado, fui fazer a consulta com meu médico, Dr. Flavio Brum, por volta de meio dia. Ele fez o toque, disse que era a bolsa mesmo e ofereceu o parto cesárea, que poderia ser dalí uma hora. Como vínhamos conversando sobre o parto normal, caso tudo corresse 100% (pois havia o risco de rompimento do útero após 2 cesáreas), pedi a ele para aguardar até a noite. Ele concordou porém alertou que por volta das 16 horas eu estaria urrando de dor, rsrsrs. Apesar do medinho, topei, afinal era isso que eu queria e Gael seria minha última gravidez.

Buscamos as crianças na escola, nesta altura do campeonato a escola já estava toda empolvorosa, pois tinha uma reunião mais cedo lá e liguei desmarcando por causa da bolsa. Fomos pra casa, almocei, tomei um banho, minha doula fez nossa última massagem, conversamos sobre como faríamos mais tarde se encaminhasse pro parto normal, coloquei os ultimos itens na mala, dormi um pouquinho (sim gente, consegui isso tudo ainda) e nada de sentir contrações. Quando deu 5 da tarde fomos pra maternidade.

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Meu coração ardeu de preocupação com os meninos, eles ficaram com minha funcionária, mas eu ainda não tinha notícias da minha mãe, se conseguiria chegar a tempo para ficar com eles, e este foi toda a minha preocupação. Na hora de sair de casa, Max ainda fez uma manha, chorou, pediu pra ir junto… foi um pouco emocionante, mas deu tudo certo.

Quando chegamos na maternidade, comecei a sentir contrações que duravam por volta de 30 segundos e a cada 3 minutos, estava marcando no app, e apesar de incomodar, não era nenhuma dor insuportável. Tudo bem que demorou uma viiiiiiida naquela recepção da Policlin, e ia chegando grávidas a cada 10 minutos, logo tinham umas 7 grávidas na recepcão. A minha bolsa estava rompida e o meu vestido já estava molhado, levantei da cadeira e deixei um poça de liquido por lá, kkkk.

Quando cheguei no quarto, Dr. Flavio entrou logo em seguida e disse que estava perocupado (pois eu atrasei na recepção), pois achou que eu estava querendo ter filho em casa e fiquei por lá, pois no meu caso com 2 cesáreas anteriores, seria bem preocupante. Depois ele fez novamente o toque e disse que eu estava só com 1cm de dilatação, fiquei tão triste… ele disse que as contrações ainda não eram pra valer e para quem estava a quase 10 horas com bolsa estourada, eu já precisaria entrar com o antibiotico, se resolvesse esperar o parto normal.

Nesta hora o marido já começou fazer pressão pra cesária. Eu também estava muito preocupada com as crianças em casa, minha mãe não tinha chegado ainda, a situação das crianças foi me deixando ansiosa, o marido foi apertando pra cesária e o médico disse que se eu quisesse esperar, ele achava que iria nascer na madrugada. Por livre e espontânea pressão – de ninguém em específico, pressão de toda situação – concordei com a cesárea. Fui pro banheiro me trocar um pouco emocionada com a situação, chateada pois queria muito ter tido esta experiência tão maravilhosa que é um parto normal, mas feliz por estar mais próximo de ter o Gael nos braços.

A cesárea foi maravilhosa, com uma equipe fantástica, que eu já conhecia dos partos anteriores, principalmente a pediatra Dra. Sirley que por muitas vezes tive como uma mãe pra mim! Eu estava muito lúcida, e isto me incomodou um pouco, no sentido de achar que aqueles 40 minutos estavam durando um pouco além dos reais 40 minutos, sentia todo o meu corpo, sem dor, mas sentia fazendo tudo comigo.

O nascimento do Gael foi lindo! Ele não chorou e me deu um mini pânico na hora, mas logo que ele me viu chorou, depois que ouviu minha voz parou de novo, com as mãozinhas no rosto ficou me olhando e tentando me escutar. Ah… que pele macia, quentinha e cheirosa. Mesmo tendo dois partos anteriores, nunca tinha reparado o cheirinho do bebê quando nasce, é muito próximo do cheirinho clássico "mamãe bebê", só que beeem fraquinho. O Gael ficou me observando por um bom tempo, foi lindo.

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Depois o Caco levou ele pra enfermaria e esperei terminarem de me costurar. Ao mesmo tempo me fiquei triste por não ter tido meu parto normal, fiquei feliz pela bolsa estourada que Caco tanto queria (eu realmente não imaginava que isso fosse acontecer) e por Gael já ter nascido e estar entre nós. Quando saí do centro cirurgico minha mãe tinha acabado de chegar, me deu um alívio enorme por causa das crianças em casa. Depois disso foi tudo procedimento padrão pós cesária, de tomar os remédios, conseguir sentar, trouxeram o Gael tãaaaao fofinho e pequenino, amamentei e depois passamos algumas horas até tomar banho e chegar os primeiros raios de luz do dia seguinte.

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Ele nasceu com 2,950 kg e 48cm, acho que bem compatível para um bebê de 37 semanas. Nasceu com muuuito cabelo ao longo do corpo, nos braços, costas, orelha, testa … super peludinho, igual um ursinho. 

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Bom gente, foi assim o relato de parto cesárea do meu terceiro filho: Comecei a escrever o post uma semana após o nascimento dele, mas esqueci nos arquivos, hoje finalizei e está aqui pra vocês! Espero que gostem.

beijosssss

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