Clube de Duas - gravidez - maternidade

Torcicolo Congênito em Recém Nascidos

11/02/16

torcicolo congenito recem nascido

 

Vocês já ouviu falar de torcicolo congênito em RNs ou vulgo pescocinho duro? Pois eu sei muito bem o que é isto e vou contar um pouco mais pra vocês da minha experiência com este probleminha que atinge os bebês.

Quando Theo, meu primeiro filho, tinha 3 meses de vida, meu marido cismou que ele só virava a cabeça pra um lado do corpo. Eu achava que era preocupação em excesso dele, mas comentei com a pediatra. Ela disse que isso é um probleminha comum em recém nascidos. Na maioria dos casos, o bebê no útero encaixa a cabecinha em uma posição e não sai desta posição até nascer, causando o torcicolo ou encurtamento do músculo.


Muitas vezes é difícil de perceber este probleminha porque o bebê tem o pescocinho mole e a cabeça está sempre caída para os lados, dificultando perceber se ele tem tendência para um dos lados do pescoço.

No caso do Theo, que dormia de barriguinha pra cima, já tinha causado achatamento do crânio do lado que ele dormia. A pediatra indicou além de fisioterapia, procurar também um "médico de cabeça", que se não me engano era um ortopedista com especialidade em cabeça. Antes de começa a fisioterapia, fizemos a consulta com o doutor, que deixou claro que era um achatamento leve mas que precisava ser tratado. Fizemos algumas sessões de fisioterapia, algo em torno de 10 sessões e após avaliação médica, ele estava curado.

Ficou claro que o achatamento de cabeça que o Theo tinha poderia permanecer e que uma das possibilidades para corrigir o achatamento seria um capacete de correção. Tanto a pediatra quando o ortopedista, não acharam necessário o uso do capacetinho no caso do Theo.

O achatamento de crânio sumiu? Não! Eu que conheço bem o formato da cabecinha dele sei enchergar bem o achatamento, mas para a maioria das pessoas é uma deformidade invisivel. Tomo até um pouco de cuidado na hora de cortar o cabelinho dele, que o cabelo pode ficar mais arrepiado no canto do achatado. Eu e meu marido brincamos que quando ele passar no vestibular não poderá raspar a cabeça, mas quem é que não tem um pouco de assimetria no corpo, né?

Como já conhecíamos o caso no torcicolo congênito, prestamos muita atenção quando Max e Gael nasceram. Percebemos que Gael tinha sempre preferência em tombar a cabecinha pra um lado, porém não tinha cabecinha amassada. Mais uma vez consultamos a pediatra e ela confirmou o diagnóstico de torcicolo congênito, mas disse que era bem leve. Uma das formas que ela usou pra identificar o torcicolo, foi analisar se o lado que a cabecinha tombava estava um pouco sapecado, e realmente bem vermelhinho o lado do torciclo congênito.

Como Gael não tem achatamento de crânio, já partimos direto pra fisioterapia e os resultados apareceram bem rápido. A fisioterapeuta do Gael disse que ele respondeu muito bem, mas que alguns casos são bem mais dificeis, que em alguns casos o bebê passa meses fazendo a fisioterapia para torcicolo congênito, mas mesmo assim precisam partir para a cirurgia.

O motivo das crianças nascerem assim não tem uma resposta muito clara, acredita-se que é apenas uma posição confortável que o bebê encontra no útero, e assim fica. O problema é que após o nascimento, quando não descoberto o problema, pode causar deformidades craniana e facial, que além de ser um problema estético, pode vir a ser um problema fisiologico também.

Decidi abordar este tema aqui porque ainda é completamente desconhecido de muitas pessoas, e por desconhecerem o problema, muitas pessoas perdem a oportunidade de fazer um tratamento simples como a fisioterapia no início da vida e precisam partir para a cirurgia no futuro, por ser algo que nunca tinha sido percebido antes.

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Já segue o nosso canal?

Clube de Duas | Desenvolvido e gerenciado por gCampaner