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Eu disse sim!

12/01/15

Esse é um dos posts mais (ou mesmo “O” mais) pessoal que já escrevi por aqui, mas acho que vocês fazem parte desse meu dia-a-dia tanto quanto uma amiga, e por isso não poderia deixá-las de fora e contar um dos momentos mais especiais da minha vida, o início de uma nova fase, uma nova eu. Eu disse sim!

Obs: antes de começar, melhor explicar para quem já conhece o Caco da Thieli, não se confundam, o meu noivo também tem o apelido de Caco, coincidência muito grande, principalmente por que os dois tem esse apelido desde crianças.

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Eu e o Caco sempre conversávamos muito sobre uma vida a dois, casar. Começou quase como uma brincadeira, mas essa brincadeira fez a gente pensar de verdade e refletir que essa seria uma das decisões mais importantes e lindas das nossas vidas. A gente se ama, amadurecemos juntos, escolhemos fazer mudanças um pelo outro e dispostos a bater a cabeça juntos, então, por que esperar?

E foi no final do ano de 2014 que passamos a amadurecer essa ideia de casamento, decidimos que era isso o que realmente queríamos, aí começamos a pensar em como seria, onde seria, onde moraríamos, e até quem seriam nossos padrinhos eram assuntos que discutíamos corriqueiramente. Mas, o pedido que é bom, ainda era pra frente. Escolhemos assim, queria surpresa, não queria saber o dia, local, como seria… Eu queria ser surpreendida, e assim foi.

Caco é muito brincalhão, adora pregar umas mentirinhas pra ver a minha cara, ou pra me deixar surtada, por que alias ele sabe que é essa característica nele que primeiro me chamou atenção. Haha. E em relação a aliança não podia ser diferente, era uma brincadeira atrás da outra, uma hora ele dizia que a aliança só ia chegar em dois meses, outra vez ele deixou uma caixinha de joias no porta luvas e eu quase infartei quando vi, mas não era a dita cuja.

Quando eu menos esperava, num sábado pela manhã ele disse: arruma suas coisas que vamos viajar. Que? Mas como? Onde? O que eu preciso levar?

Óbvio que eu já sabia que era agora, mas como seria? O destino era Pedra Azul, região de montanhas do Espírito Santo, que apesar de estarmos fora da temporada tínhamos uma historinha com o lugar. Na alta temporada, sempre tentávamos ir, mas sempre surgia um empecilho, ou não achávamos vaga nos hotéis, o que me dava uma certa agonia, sempre falávamos de ir, e nunca conseguíamos ir.

Chegando ao lugar, Caco ficou um pouco decepcionado, pois tinha escolhido um hotel seguindo a referencia dos amigos e esperava algo surpreendente, que não era exatamente assim. Procuramos um lugar para almoçar quando chegamos e era impressionante, tudo fechado! Foi um fim de semana antes do natal, e pasmem, restaurantes, cafés e tudo o mais estava de recesso por lá. Nosso almoço depois de muito rodar foi um salgado em uma parada de estrada. Tudo bem, deveríamos ter almoçado no hotel mesmo, mas a vontade de sair passeando e experimentar lugares bacanas foi maior que eu.

Passeamos durante o dia, tomamos um café da tarde no hotel e dormimos um pouco para depois jantar. No horário do jantar, nos arrumamos e bem reparei que não havia nada protuberante nos bolsos da calça dele, e pensei: ainda não vai ser hoje. Descemos na recepção e perguntamos sobre um bom restaurante: nada! Não era possível não ter nada, mas realmente não tinha pelo que já havíamos visto durante a tarde. Os restaurantes que eu já tinha ouvido falar, passamos na frente e estavam fechados. A nossa opção? A recepcionista disse: Tem musica ao vivo na nossa adega. Descemos e Caco ficou desesperado: tem certeza que não tem mais nenhum restaurante aberto hoje?

Calma amor! Estamos juntos, isso é o que vale, vamos curtir a nossa companhia. Antes jantamos no buffet do hotel e descemos pra tal adega. Tocava música estilo Roupa Nova, o cantor não era lá essas coisas, na verdade era bem irritante, mas decidimos curtir. Pedimos um vinho, sentamos fora do local, num jardim que tinham algumas mesinhas e quase só nós dois, nos divertimos, rimos e começamos a curtir a noite.

Foi quando ele anunciou que ia ao banheiro e se levantou, vi ele mexendo dentro da calça e virei para repreender, estava esquisita aquela cena. Foi quando ele tirou a caixinha de dentro da cueca e colocou na minha frente, em cima da mesa, e falou: Não abra até eu voltar. Meu queixo caiu, pedi pelo amor de Deus que ele não me deixasse sozinha com a caixinha e morta na curiosidade, puxei o braço e nada adiantou. Não sei se ele me deixou 30 segundos ou 5 minutos ali, mas passou tão rápido que acho que entrei em transe com o susto. Haha.

E quando voltou ele disse: “não queria que fosse assim, esperava te pedir em um lugar mais bonito, agradável e sem um taquara-rachada cantando nos nossos ouvidos, mas tenho certeza que você é a mulher da minha vida, quero ficar com você o resto da vida. Casa comigo?”. Claro que dissemos um milhão de outras coisas a mais um para o outro, que me deixou emocionada e mesmo sabendo de tudo o que ia acontecer, foi inevitável chorar. Foi lindo e mágico, e a situação não ter sido toda perfeita e como manda o figurino deixou tudo ainda mais especial.

Abre a champa que agora a gente tem que comemorar, eu disse sim!

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